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Dia 03 de agosto de 2005, por volta das 14h, os moradores da comunidade de Lagoa da Estiva, interior de Anita Garibaldi, presenciavam um dos piores acidentes aéreos já registrados na região.
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A queda de um helicóptero tirou a vida de quatro pessoas, entre elas o proprietário e piloto da aeronave, um estudante da UFSC, um biólogo e um funcionário do IBAMA.
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Nesta terça-feira dia 03 de agosto, data em que marcou 16 anos passados da tragédia, a equipe do jornal Correio dos Lagos e da Rádio Alegria FM, retornaram ao local e foram recebidos pelos proprietários do terreno, a senhora Edite Vingla de Matos e o senhor Valdemar Rosa de Matos.
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Edite acompanhou os profissionais da imprensa até o local e lembrou de detalhes daquele dia: “Eu estava na lavoura quando me avisaram que minha casa estava pegando fogo, vim correndo e vi que não era, quando fui me aproximando do local do acidente que fica próximo de casa, já sentia um cheiro forte, já vi os corpos. Foi terrível, eu pensava nas famílias daquelas pessoas que ali tinham perdido a vida”, a moradora lembra que muita gente começou a ir até o local.
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“Era muito carro, policiais, bombeiros, pessoal da Celesc, IML e pessoas da comunidade e foram dias assim, muitos vinham para ver o lugar onde o helicóptero tinha caído”, lembra.
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Ela se recorda também que os vizinhos ajudaram a tirar uma pessoa de dentro do helicóptero antes que ele pegasse fogo por completo.
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O acidente possivelmente foi ocasionado devido a aeronave se chocar com um fio de luz de alta tensão. A moradora diz que toda vez que passa pelo local, lembra do acidente e reza. “Até um ano após o acidente, eu ia até lá, acendia velas e rezava”.
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Na época, o jornal Correio dos Lagos noticiou o acidente que também teve repercussão nacional. O helicóptero sobrevoava a região em vistoria das obras de construção da usina Barra Grande, localizada no Rio Pelotas.
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No local, após 16 anos, ainda é possível encontrar vestígios do acidente como parafusos e pedaços da aeronave, o solo modificou com o tempo, a vegetação cresceu, mas a terra parece ainda guardar as cinzas do acidente.
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