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Por décadas, os orelhões foram símbolo de comunicação acessível no Brasil. Espalhados por ruas, praças e rodoviárias, garantiram contato em emergências, chamadas rápidas e inclusão em um tempo pré-smartphone. Hoje, porém, eles caminham para a extinção, e Santa Catarina reflete bem esse processo silencioso.
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Dados levantados a partir de planilhas oficiais mostram que o estado conta atualmente com 94 orelhões, distribuídos em 62 municípios catarinenses. Destes, 65 aparelhos ainda estão ativos e 29 encontram-se em manutenção, número considerado baixo diante da dimensão territorial do estado. O município de Anita Garibaldi está na lista, porem deduzimos que nenhum equipamento existente esteja em funcionamento.
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A presença dos orelhões remanescentes está concentrada, principalmente, em cidades de pequeno porte e localidades rurais. Municípios como Mafra, que lidera o ranking estadual com seis aparelhos, ainda mantêm estruturas ativas. Já em grandes centros urbanos, os equipamentos praticamente desapareceram das ruas, acompanhando o avanço da telefonia móvel e da internet.
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O registro da imagem de capa desta reportagem, é de uma linha (sem o orelhão), na Escola Estadual Isidoro Silva, Lagoa da Estiva, interior de Anita Garibaldi. Desde a reformulação das concessões de telefonia fixa no Brasil, o fim dos orelhões deixou de ser hipótese e passou a ser tratado como consequência natural da evolução tecnológica.
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Onde ainda existem orelhões em Santa Catarina?
Os municípios catarinenses que ainda possuem ao menos um orelhão — ativo ou em manutenção — são:
Ao todo, são 62 cidades listadas, muitas delas com apenas um único aparelho em funcionamento ou manutenção, o que evidencia o avanço do desaparecimento gradual da telefonia pública.