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As redes sociais se tornaram uma das ferramentas mais rápidas para fazer uma informação chegar a milhares de pessoas. Quando utilizadas de maneira correta, podem ajudar, informar, orientar e até contribuir para solucionar situações que exigem rapidez.
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Um exemplo disso aconteceu na última sexta-feira, dia 11, em Anita Garibaldi.
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Um desaparecimento de uma criança de 10 anos havia, de fato, sido registrado junto à Polícia Civil. A informação, porém, sequer chegou a tempo ao conhecimento da Rádio Alegria FM, porque, ainda naquela mesma tarde, a criança foi localizada.
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Segundo as informações recebidas, a menina teria saído de casa no horário em que um ônibus escolar passava para levar o irmão até o ponto de embarque. Depois, teria ido até a casa de amigas, sem comunicar previamente aos familiares, o que naturalmente provocou preocupação e mobilização da família.
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A partir do momento em que a informação sobre o desaparecimento começou a circular nas redes sociais, recados e publicações foram compartilhados rapidamente e alcançaram muitas pessoas.
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E aqui está a grande força de uma rede social: a velocidade da informação.
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Mas é justamente essa velocidade que exige responsabilidade.
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Quando uma situação é solucionada, a informação também precisa ser atualizada. Se uma criança foi localizada, por exemplo, não basta simplesmente deixar de falar sobre o assunto. É fundamental que quem publicou a informação anterior também comunique que a situação foi resolvida e, quando necessário, retire vídeos, imagens e publicações que possam continuar circulando.
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Foi justamente o que acabou não acontecendo neste caso.
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Mesmo depois de a criança ter sido localizada na sexta-feira, o vídeo continuou circulando e sendo compartilhado pela internet. A publicação permaneceu viva nas redes sociais, alcançando pessoas que, naturalmente, não tinham conhecimento de que a situação já havia sido resolvida.
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Ontem a noite, inclusive, nossa equipe foi procurada por populares que queriam saber se aquele vídeo ainda tinha procedência.
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Prontamente, buscamos confirmar a informação e esclarecemos que a criança já havia sido localizada ainda na sexta-feira e que aquele conteúdo não deveria continuar circulando como se o desaparecimento ainda estivesse acontecendo.
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Isso nos deixa uma importante lição:
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Na internet, publicar uma informação traz responsabilidade. E retirar ou atualizar uma informação quando ela deixa de ser verdadeira também faz parte dessa responsabilidade.
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Um conteúdo publicado pode alcançar dezenas, centenas ou milhares de pessoas em poucos minutos. Mas, depois que começa a ser compartilhado, o controle sobre sua circulação se torna muito mais difícil.
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Por isso, antes de compartilhar, é importante perguntar:
Essa informação é verdadeira?
Qual é a fonte?
Ela ainda está atualizada?
A situação já foi resolvida?
Esse conteúdo pode causar medo, preocupação ou exposição desnecessária a alguém?
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Informação responsável não é apenas aquela que chega primeiro.
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É aquela que chega corretamente, que é atualizada quando necessário e que respeita as pessoas envolvidas.
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Neste caso específico, felizmente, a criança foi localizada ainda na sexta-feira. Mas o fato de um vídeo continuar circulando depois da solução do caso mostra como uma informação verdadeira, quando permanece desatualizada, também pode causar medo, apreensão e transtornos.
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E não podemos esquecer que, por trás de cada compartilhamento, existe uma família. Uma família que já enfrentou momentos difíceis e que não precisa reviver situações de angústia por causa de um conteúdo que continua circulando sem atualização.
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As redes sociais têm uma força enorme.
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Vamos usar essa força para informar, ajudar e proteger — e não para prolongar uma preocupação que já terminou.
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Porque na era da informação instantânea, responsabilidade também precisa ser instantânea.