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Após a confirmação de recursos de quase R$400 milhões do BNDES, empréstimo que garante a conclusão da obra, houve ato simbólico de retomada dos serviços de construção da usina hidrelétrica São Roque no Rio Canoas entre os municípios de Vargem e São José do Cerrito.
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Para isso esteve presente no canteiro de obras, nessa quinta-feira (29) o diretor da Nova Engevix, José Antunes Sobrinho, o coordenador do projeto da usina, Enio Schnneider, engenheiros responsáveis pelo empreendimento e os prefeitos de Brunópolis, Volcir Canuto, São José do Cerrito, José Dirceu da Silva e de Vargem, Milena Lopes.
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Na oportunidade foi esclarecido sobre o estágio do empreendimento, as próximas fases e prazo de início da operação da usina São Roque. Ainda foi realizada uma visita técnica na estrutura física da barragem.
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A Rádio Cultura acompanhou este momento e colheu informações sobre o empreendimento, considerado atualmente, como a maior obra em desenvolvimento na geração de energia hidráulica no Brasil, com custo total de R$ 1,1 bilhão, sendo o maior investimento privado de Santa Catarina feito por uma única empresa.
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A Usina Hidrelétrica São Roque vai operar com 135 megawatts em capacidade instalada. Sua concessão foi assinada em 2012, com prazo de 35 anos, sendo que as obras foram iniciadas em novembro de 2013 e paralisada dois anos depois em decorrência de investigações da Operação Lava Jato na suspeita de envolvimento da construtora Engevix em irregularidades.
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O início da operação comercial estava previsto para 2016. Porém, com a garantia dos recursos, o coordenador do projeto da usina, Enio Schnneider, garante será possível concluir o empreendimento em julho do próximo ano.
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Segundo ele, restam 15% para conclusão da estrutura física da obra e 50% na construção da rede de transmissão.
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Pelo cronograma o fechamento do reservatório será em janeiro e a operação da primeira turbina em julho. As outras duas turbinas em agosto e outubro de 2022. Enio explica que o atraso na obra não gerou sanção pecuniária da ANEEL mas, afetou a rentabilidade do projeto.
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Novas formas de energia renovável:
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Acompanhado pelos gestores do BNDES, o diretor da Nova Engevix, José Antunes Sobrinho (Dr.Antunes), engenheiro civil, especializado em obras hidráulicas, barragens e usinas hidrelétricas, destacou a importância da retomada da obra no atual contexto econômico do país e a preocupação com suporte de energia elétrica no Brasil.
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Na ocasião anunciou aos prefeitos e à imprensa os projetos futuros após a conclusão da Usina Hidrelétrica São Roque, visando aproveitar seu potencial do reservatório para geração híbrida com placas solares e ainda colocação de uma térmica com óleo vegetal, destaca.
A proposta é aproveitar a lamina de água do reservatório.
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Há contratos de energia vendida para 2025, correspondente a ¾ do será gerado pela usina São Roque, além de contratos para anos de 2022 e 2023 informa Dr. Antunes.
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A Usina e Municípios atingidos:
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Com relação a municipalidade, a prefeita de Vargem, Milena Lopes, enaltece a importância do retorno de 100% da obra que vai gerar 700 empregos diretos nos próximos dois meses e outros quase 2 mil indiretamente. Segundo ela, quando em operação a usina ainda vai contribuir com recursos para os municípios atingidos, chamado royalties.
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Milena ainda informa que há R$2,5 milhões em impostos ao município de Vargem pelos serviços durante a construção da usina.
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O campo de força da usina esta projetado em Vargem e os municípios de Brunópolis e São José do Cerrito terão área considerável a ser alagado em seus territórios.
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A prefeita considera que a obra vai reverter em recursos para ações sociais, educação e saúde nos municípios atingidos.
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RÁDIO CULTURA